sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Dachau - Parte 4

Bom... como o meu forte não é história fiquei impressionada quando descobri que o Hitler quase dominou toda a Europa! No mapa abaixo todas as áreas em tom de cinza eram dominadas pelo nazismo.
Em memória às vítimas do holocausto foi realizado um concurso para escolher a obra de arte que melhor representava tal época. A vencedora foi a escultura abaixo que representa os prisioneiros mortos nas cercas durante tentativas de fuga. Dachau é completamente cercado e seguro por cercas elétricas com mais de quatro metros de altura.
O campo é gigantesco e congelante! Não lembro direito se estava fazendo -4 ou -6C neste dia.
Nosso próximo ponto de visita foi o alojamento usado para os prisioneiros. onde encontramos os clássicos beliches mostrados nos filmes da 2 Guerra. Nesses lugares, diferentemente das celas especiais, não tinha nenhum tipo de aquecimento. Além disso, as camas tinham sempre que estar impecavelmente arrumadas de maneira que os lençóis, feitos com o mesmo tecido da roupa dos presidiários, ficasse completamente alinhado. O que era no mínimo enlouquecedor!
Os banheiros eram compartilhados e no local havia uma escala de limpeza.
Ao longo deste imenso corredor estavam dispostas barracas (alojamentos) os prisioneiros. No total eram 34 barracas, divididas entre homens e mulheres. O último grupo juntamente com as crianças eram rapidamente assassinados, já que ambos não serviam para realizar trabalhos pesados. As poucas mulheres deviam servir sexualmente os militares do campo.

.... e ainda não terminou :S
Baci

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Dachau - Parte 3

Próximo à prisão especial encontra-se o execution yard, o muro ainda é o original e está todo marcado por tiros.
Em uma dependência maior encontra-se o museu. O lugar é impressionante, uma aula de história impressionante. Foi uma pena não podermos dedicar a atenção que o local merecia, acabamos lendo e vendo a maioria das coisas por cima. Todos os painéis eram cheios de detalhes e fotos. Tudo parece ter sido retirado de um grande filme de guerra. Às vezes ficava difícil acreditar que tanta crueldade foi real e próxima dos dias de hoje.
O campo chegou a abrigar mais de mais de 200 mil prisioneiros.
Milhares morreram, segundo algumas estatísticas foram mais de 60 mil em dezembro de 1944. É muita gente!!! Muita mesmo!
O museu ainda mantém o local onde os banhos coletivos eram realizados, o lugar consiste em um grande salão, com estrado de madeira e alguns instrumentos de tortura.

No tempo em que eram escravizados os prisioneiros serviam de cobaias, diversos experimentos foram realizados sem nenhum tipo de escrúpulo. Por exemplo, verificar a resistência humano com relação ao calor e diferença de pressão, experimentos para curar malária e outras doenças. Lembro que em um dos quadros os prisioneiros eram submetidos a algum tipo de substância a após isso ficavam com uma sede insacíavel, bebendo até mesmo a própria urina e mesmo assim não recebiam nada para beber. Os caras serviam de experimentos para teses de doutorado, que loucura!!! Resultado, mais mortes...
Nenhum tipo de expressão artística era permitido. Alguns sobreviventes passaram a expressar as recordações, pesadelos e tormentos depois de livres. Embora eu ache que depois de viver algo desse tipo nunca mais se volta a ter liberdade, as recordações serão sempre uma sombra de um passado sombrio, sangrento e assustador.
Após o término da guerra e a libertação dos prisioneiros por tropas americanos o local virou um campo de refugiados, onde era possível encontrar crianças e um pouco de alegria moderada, por exemplo durante o carnaval ou o tornei de esportes.
Triste, molto triste!
Baci

Dachau - Parte 2

Dachau é todo muito bem sinalizado e explicado, ao longo de todo o campo estão especificamente situados poster com fotos e explicações relacionados com o ponto de localização.
Além disso, cada um dos poster tem um número identificador que quando colocado no audioguia oferece a explicação completa, juntamente com relatos de sobreviventes.
O nosso primeiro ponto de visita foi a prisão especial, Bunker, onde os presos "nobres" ou mais perigosos eram mantidos em cativeiro. Este lugar também abrigava os consultórios médicos e algumas salas de oficiais. O prédio é um longo corredor cheios de celas.

Algumas das celas e salas possui informações sobre os oficiais e médicos da época. Uma delas mostra o ranking dos oficiais mais temidos e cruéis do lugar.
Outras mostram relatos dos sobreviventes. A maioria era mantida completamente no escuro e com uma dose de comida escassa, quando essa era ofertada. Os presos passavam dias sem comer nada, quando recebiam "comida" era em uma vasilha imunda, sem talhes ou água. Muitos dizem que depois de algum tempo perderam completamente a noção do tempo, esperando apenas o momento da morte. Cada cela possuía um sanitário e uma pia para as necessidades dos presos. Como essa ala era considerada de "luxo", cada uma das celas tinha um aparelho de calefação.
Outras celas contam um pouco das regras desumanas e das atrocidades ocorridas no lugar. Como, por exemplo, os métodos de tortura utilizados ou os muitos suicídios ocorridos. Alguns presos eram mantidos amarrados, outras em celas com apenas 70X70cm e sempre no escuro. No caso das celas minúsculas os prisioneiros não podiam sentar ou deitar.
No final do corredor há uma cela dedicada aos presos religiosos mobiliada com um único altar móvel.

Baci