terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Innsbruck - Parte 1

Nosso último dia de viagem se passou na Áustria, mais precisamente em Innsbruck capital do estado do Tirol. A cidade fica em um vale cercado por belas e gigantescas montanhas, cheias de neve esta época do ano.
A paisagem entre München e Innsbruck estava completamente branca na maior parte do trajeto, proporcionando imagens belíssimas.
Innsbruck também possui diversas ruas largas com prédios coloridos e antigos. Além disso, é encantador olhar para o alto em todas as direções e ver os montes brancos no alto das montanhas.

O centro da cidade estava lotado, praticamente impossível de estacionar. Logo, o jeito foi deixar o carro em um estacionamento subterrâneo próximo ao Kaiserliche Hofburg (Palácio Imperial) e Landes Theather.
O Palácio estava parcialmente em reformas. Por isso, não conseguimos ver todas as partes do museu, mas o que vimos já foi um pouco surpreendente, salas inteiramente cobertas por papéis de paredes coloridos e cafonas, lustres gigantescos tomados de candelabros (fiquei imaginando a trabalheira para acender todos), mesas, cadeiras, quadros, cortinas e alguns antigos pertences de higiene pessoal e decoração. A visita foi bem interessante, parecia que estávamos em mais um cenário de filme antiguissímo. Fotos não são permitidas :S
Na parte inicial da visita passamos por uma mostra de alpinismo, muito massa por sinal!!! Várias salas com diferentes iluminações e atmosferas, algumas bem coloridas e outras totalmente brancas, proporcionando diversos sentimentos semelhantes ao que as pessoas sentem quando atingem o topo da montanha.
As ruas mais próximas aos antigo palácio são mais estreitas e típicas, cheias de lojas de souveniers e produtos da região, mesmo em pleno domingo e com temperaturas baixas o lugar bem movimentado, cheio de turistas empunhado câmeras e fotografando tudo.
Baci

domingo, 18 de janeiro de 2009

München - Parte 2

Como à noite chegou rápido decidimos rodar um pouco pelo centro. As ruas estavam bem movimentadas devido as promoções de final ano, com descontos de até 70%. Uma beleza! É claro no caso da Lui Vuitton isso não faz muita diferença hhehehe
Como o frio era muiiiiiiiitooo! Fizemos uma parada estratégica e apetitosa!!! Chocolate quente, sonho e torda de chocolate!! O sonho era recheado com nata e cereijas, uma delícia!
Os canecos de choop são uma das marcas registradas das cidades, ainda mais durante a Oktoberfest. No lado aposto aos canecos estavam diversos bonecos e esculturas em madeira, tudo uma perfeição!
Rolou até uma missa em alemão! Estávamos conhecendo a igreja próximo ao horário do início da missa, então resolvemos prolongar a visita e ver como era o início. Eu particularmente fiquei encantada com o coral. O padre foi muito simpático e saldou os estrangeiros falando em inglês.O vídeo ficou meio escuro, mas o som está bom.
Quando estávamos para retornar encontramos algumas luzes, som alto e uma pista de patinação animadíssima. Ficamos mais uma vez olhando e pensando se valeria a pena ou não se aventurar!!! Os menos experientes contavam com a ajuda de um urso, que servia de apoio.
Como não rolou almoço, resolvemos jantar porque o porão estava grande. Escolhemos um restaurante típico no centro da cidade, com comida da região e weissbier, já que estamos na Alemanha o esquema é entrar no clima.

Por falar em clima, dentro do restaurante estava tão quente que no final o sono começou a bater e as bochechas a ficarem vermelhas. Como sempre escolher o que pedir foi beeemmm difícil e mais uma vez o iphone nos salvou.
Essa bola de batata que aparece nos pratos é muito bom, parece um pão de queijo. Depois de caminhar o dia inteiro com a temperatura lá em baixo estávamos completamente acabados e querendo um teletransporte direto para as nossas camas.

E assim terminou o nosso dia em München, com certeza vou voltar nessa cidade!!! E de preferência em outubro!
Baci

München - Parte 1

München (Munique) é a capital do estado da Baviera (Bavária) considerado um dos dezesseis estados da Alemanha. A cidade possui cerca de 1,25 milhões de habitantes, sendo a terceira maior do país e internacionalmente conhecida com a cidade da cerveja, onde anualmente se comemora a Oktoberfest. É importante salientar que a cidade foi severamente destruída durante a Segunda Guerra Mundial, durante esse período Munique sofreu cerca de 71 ataques aéreos.
Acordamos com mais ou menos -6C de temperatura. Por tanto, sem água para limpar o parabrisa e retirar o gelo acumulado durante à noite para seguir a caminho de Dachau.
Mesmo sendo relativamente cedo para um dia de inverno conseguimos encontrar pessoas patinando a céu aberto, muito divertido. Surpreende ver carrinhos de bebê sendo empurrados em meio ao gelo. Hábitos completamente diferente dos nossos.
München encanta pelas suas ruas largas e prédios imponentes espalhados pela cidade. Nosso destino turístico era a região central, já que o tempo era curto e as horas de sol mais ainda. As atrações da cidade são numerosas, em um único dia é impossível conhecer tudo. Abaixo Siegestor o arco da entrada da universidade, localizado na rua Leopoldstrasse e parcialmente destruídos durante a segunda guerra.
Seguindo essa rua encontra-se a Odeonsplatz onde encontra-se o Feldherrnhalle (monumento em comemoração a honra do exército bávaro) e a Theatinerkirche (igreja dos Teatinos e de São Caetano).
Ao lado oposto da igreja encontra-se a encantandora e gigantesca Münchner Residenz (Palácio da Baviera), hoje transforma em um museu abrigando uma sala de concertos, a Casa do Tesouro Real, o Antiquarium e o Teatro Cuvilliés. O complexo é composto por 10 pátios e o museu por 130 salas. Infelizmente todos estavam fechados quando chegamos :(
Em uma das extremidades do palácio encontra-se a Max Joseph Platz e o Nationaltheater.
Muitas vitrines exibindo würstel.
Nessa mesma região localiza-se a Marienplatz, fundada em 1158, este link possui um belo panorama de 360 da praça. A praça possui diversas construções como: Fischbrunnen (fonte de peixes), Coluna de Marien e a Frauenkirche.
Como a iluminação era pouco neste horário não é possível ver os detalhes da torre da igreja de Maria. Por isso, copiei uma foto do google earth que mostra com riqueza de detalhes a torra. Em dois horários de horas cheias pré-tederminados uma glockenspiel (orquestra) suona e movimenta-se em meio à torre.

Como era quase Natal tudo ainda estava decorado e iluminado no centro.
Baci

Dachau - Parte 5

Agora estava terminando de organizar as fotos de Dachau, que era mais de 200 e achei essa foto da Kel muito linda. Ela conseguiu fotografar os cristais de gelo na janela das barracas.
Somente duas barracas ainda permanecem em pé, as demais foram destruídas restando apenas os seus alicerces.
A área crematória, localizada em um das extremidades do campo, era separada e isolada por meio de uma ponte divida por grandes portões de madeira. Próximo a cerca elétrica foi construída uma grande vala para dificultar improváveis fugas e tornar os prisioneiros alvos fáceis.
Completamente improvável, mas a entrada do crematório é muito bonita e aprazível em nada lembra um lugar de extrema crueldade.
Os prisioneiros eram levados para o crematório com a falsa desculpa da realização de um banho coletivo. Para isso, primeiramente eram levados para uma sala de espera onde deviam despir-se, Disrobing room. Depois ingressavam por uma porta ao suposto local do banho.
A câmara de gás, Gas chamber, realmente lembrava um banheiro, com supostas saídas para água e escoamento. A iluminação do lugar e o vazio não o tornam assustador ou frio, lembra apenas uma sala normal. Avaliando as condições de vida e o tratamento desumano,infelizmente penso que a morte era uma solução mais digna para os prisioneiros.
Depois do falso banho, os corpos amontoados eram cremados pelos incineradores. Esses últimos nada mais são que grandes fornos com a mesura de um ser humano e no seu interior é possível inserir algo semelhando a uma maca. Segundo os relatos encontrados, essas câmaras de gás não chegaram a ser usadas, apenas o crematório funcionava a todo o vapor. No local é possível encontrar diversas fotos com corpos empilhados como lixo.
Ao redor do crematório havia um belo jardim, cheio de árvores que moldavam caminhos estreitos. O frio mesmo com o sol brilhando era intenso, deixando as mãos doloridas e aumentando a vontade de ficar sem fazer nada no sol.
Baci