sábado, 3 de setembro de 2011

Passes - Impossível não se apaixonar

Admiro meu namorado por muitas coisas, duas delas são a habilidade e vontade de dirigir. Para ele quanto mais movimentada e cheia de curvas for a estrada melhor, tipo corrida de F1. Bom, foi com clima de chegada de corrida de F1 que chegamos em Zürich depois de umas oito horas de viagem pelos passes que ligam a Itália à Suíça.
Depois do rafting o plano era viajar para terras "zuriquenhas". Os dois sem noção resolveram dar uma rápida passada em Madonna di Campiglio já que estávamos nas proximidades. Por lá algumas fotos e um expresso no balcão. Retornando ao carro nos olhamos e pensamos: Por que não fazemos a viagem pelos passes? Conferimos o GPS e a diferença de horários era bem pouca. Então, bora lá aproveitar a paisagem dos passes. E que paisagem.

Os passes, para que não sabem, são estradas estreitas, de mão simples que cortam os alpes e são fechadas no inverno devido à imensa quantidade de neve que acumula no lugar, fora os problemas de visibilidade, difícil acesso, etc. Porém no verão, são destino constante de grupos de motoqueiros e casais malucos como nós :)

Antes mesmo de chegar nos passes a vista já estava maravilhosa.
O primeiro passe, Tonale, foi bem sem graça. Nada demais só algumas montanhas, com um resto de neve e uma estrada larga.
Depois disso a viagem começou a ficar emocionante, ou melhor pretificante. Estradas muito estreitas, onde só passava um carro, sem guard rail e ladeira acima. Olhando da janela do carro eu só via o desfiladeiro crescendo do meu lado. Resultado, a pessoa aqui fico com as mãos suando, agarrada no banco e morrendo de medo, nem tirou fotos. Quando fazíamos as curvas completamente fechadas não conseguíamos ver se tinha algum carro descendo. Para avisar os outros motoristas o Luiz buzinava.
Nesse meio tempo eu só ficava imaginando que se alguém estivesse descendo não teria o que fazer, um dos carros teria que dar ré naquele estrada estreita pra c#@ˆ%& até achar um ponto onde os dois carros conseguissem passar. Punk! Muito medo! Por sorte não tinha ninguém descendo!
Bom depois desse stress a vista compensou! O lugar abaixo era lindo, tranquilo, uma paz imensa!


Continuando chegamos no Passo Gavia (2652m). Muito massa!!! Sol e neve, com temperatura agradável. Muito legal ver a estrada passado do lado dos morros de neve e de um lago congelado. Fantástico! Estávamos muito alto! Rio Grande fica a apena 1m do mar :)
Aqui está a estrada que eu falei, ela se estende pelo topo da montanha, lindo!!!
Depois de ver tanta neve começamos a descer de novo e passamos por alguns vilarejos até voltarmos a subir de novo. Nossa, curvas que não acabavam mais, eu já estava cansada de tanto fazer curvas. Queria a estrada Rio Grande - Chuí! hehehe
Nesse ponto estamos entrando no Stelvio, o segundo passe mais alto da região dos alpes. A estrada tem ao todo 48 curvas completamente fechadas. Na foto abaixo estão as que nós já tínhamos passado.
E neste daqui as que ainda estavam por vir, as pequenas linhas horizontais mostram o zigue-zague da estrada.
Depois de subir muito foi hora de descer de novo, passamos por mais uns vilarejos lindos. Uma deles se chama Santa Maria.
Quando eu achei que já estávamos pegando linha reta mais uma subida cheia de curvas para o Passe Flüela (2382m). Também lindo! A meta agora e passar a noite em algum desses passes numa noite de lua cheia.
Depois do Flüela ainda passamos por um parque cheio de curvas e depois disso rumamos para Zürich, chegamos lá com o sol se pondo. O mapa do google mostra o nosso trajeto maluco.
Obrigada meu piloto favorito por ter me apresentado esses lugares maravilhosos!
ciao a tutti buona serata!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Rafting em Croviana

Para tudo nesta vida existe uma primeira vez. Basta só ter um pouco de coragem, respirar fundo e seguir adiante. Tudo começou quando escutei o pessoal falando em rafting, na hora já fiquei toda empolgada. Depois de pensar melhor e falar com o Luiz, comecei a avaliar os riscos, nessa hora pesou o fato de não saber nadar e do medo d'água. Perguntei 500 vezes para os paraguaios se nadar era pré-requisito, e a resposta era sempre um enfático não. Então, não pensei muito, garanti os nossos lugares no Chili Rafting.
Não posso deixar de comentar que mesmo com toda a nossa vontade quase perdemos o evento. O limpador de para-brisa do Luiz estragou no meio do caminho, durante uma mega chuva. Mega função, mas no final deu tudo certo e passamos o final de semana sem o para-brisa, apenas confiando na previsão de tempo, que não nos deixou na mão.
O Chili Rafting fica em Croviana, próximo a Trento, num vale lindo. Eles organizam raftings e outros esportes para grupos. A estrutura conta com uma casa onde a galera pode passar à noite, restaurante, banheiros, e uma área verde com campos de futebol e vôlei.
Antes de encarar o rio nos vestimos adequadamente, e nos preparamos para receber as instruções e fazer alguns treinamentos em terra firme. Isso podia ser feito em três idiomas: Inglês, Italiano e Espanhol. Os instrutores eram bem simpáticos e tinham uma mega paciência com a galera. Então bora lá, todo mundo de long, capacetes e coletes salva-vidas.
Nessa hora começou a bater o medo. Ainda mais quando chegamos perto do rio. Nessa hora a parte de eu não saber nadar estava ficou pesada!
Como "não podemos nos entrega pros homi de jeito nenhum" respirei fundo e encarei. Bah e foi MUITO BOM!! A sensação é bem legal e aproveitei bastante! As fotos abaixo não são minhas, foram feitas pelo pessoal do rafting, aproveitem, pois elas ficaram show!
Detalhe não pude ir sentada na frente porque a minha reação para o comando direita e esquerda é um tanto quanto lenta! heheheh
Opa quase perdemos o nosso guia!
No final a galera reunida e tremendo de frio. Caraca, a água é congelante, muito, mas muito fria! No meio do trajeto estacionamos os botes e entramos na água para fazer um exercício, que na realidade não ajuda em nada. Acho que os caras só querem nos ver arrepiando para entrar na água congelante do rio.
A experiência foi ótima. O tempo colaborou, a nossa companhia era excelente e o lugar é show. Aproveitamos para descansar, fazer roda de violão, pegar sol, jogar bola, aprender malabaris, e comer churrasco.
Para encerrar mais umas fotos das redondezas.



E da galera reunida!
Ciao ciao

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Jardim de Tulipas, Keukenhof - Holanda - Parte 3

Bom... para encerrar os posts sobre o jardim vou mostrar as poucas tulipas que vi por lá e contar um pouco sobre o modo com que as mesmas são cultivadas.
Diferente do que a maioria pensa, as tulipas são originárias da Turquia. As mesmas começaram a ser produzidas nos países baixos somente em 1560, e hoje constituem a quarta maior fonte de renda da Holanda. A cidade de Lisse é a sua maior produtora.
Para quem não sabe as tulipas saem de bulbos como os abaixo. E a sua produção é altamente automatizada. Após a floração as tulipas são podadas e os seus bulbos são recolhidos da terra. Depois disso passam por um processo de limpeza e triagem, no qual são divididos por tamanho para então serem armazenados em um local seco até o período de plantação. E para todas essas etapas os produtores utilizam um grande acervo de máquinas.
O cultivo das tulipas é super delicado, o solo não pode ser ácido, a terra não pode ser muito úmida, etc, etc... Os bulbos comprados em lojas precisam ser acomodados no freezer por um período de 6 a 8 semanas antes de ser plantados. Nada fácil, hein? Por isso nem me atrevi a comprar uns bulbos pra mim, me contentei com as minhas tulipas de madeira :)
Durante a nossa visita ao jardim entramos no museu da tulipa, ali assistimos um vídeo muito legal que mostra e explica todo o processo de cultivo. Fiquei de boca aberta, não imaginava que a produção era imensa e tão automatizada.
Como imagens valem mais do que palavras aqui estão dois vídeos sobre o jardim. Espero que vocês gostem!!
Vale muito a pena visitar o jardim, só não esqueçam que as tulipas são podadas nas últimas semanas de abertura do mesmo.
ciao ciao