domingo, 11 de julho de 2010

Plzen

Nosso último dia na República Checa foi dedicado inteiramente à cerveja!!! Visitamos a cidade de Plzen, na província da Bohemia, que deu origem à cerveja Pilsen no ano de 1839. Mais especificamente conhecemos a fábrica da Pilsner Urquell.

Os cidadãos de Plzen estavam insatisfeitos com a qualidade da fermentação da cerveja e o seu baixo tempo de estocagem. Até que Josef Groll descobriu a inovadora receita de baixa fermentação da cerveja pilsen que conhecemos hoje. A fábrica permanece até hoje no seu local de criação, onde tudo é super bem organizado e moderno. Para comportar o crescimento da produção os prédios da fábrica original foram expandidos e modernizados.Negrito

Nosso objetivo era visitar a fábrica e conhecer o processo de produção da cerveja. Já no hall de entrada começamos a aprender um pouco sobre a fabricação da iguaria por intermédio de uma imitação de uma pequena fábrica, onde era possível observar todos os passos envolvidos na produção da bira!

Atualmente a fábrica exporta cerveja para 75 países e em 2009 fabricou mais de 210 milhões de litros de cerveja.

No início da visita fomos apresentamos à planta da fábrica, o processo de produção é inteiramente automatizado, desde da lavagem e secagem das garrafas até a colocação do lacre. Se eu não estou enganada apenas 4 pessoas controlam todas as máquinas em cada turno de trabalho.

Depois de conhecer a linha de produção, conhecemos os quatro princípais components da cerveja. Primeiramente a cevada ...

depois o lúpulo que durante o cozimento libera resinas de saber amargo que da o gosto característico à cerveja.

A água....tinha uma mini cachoeira dentro do museu :)

e por fim o levedo

Introduzidos os ingredientes principais, aprendemos sobre o armazenamento e fermentação.


E agora a melhor parte de todas, conhecemos o antigo lugar de estocagem. Para manter a cerveja na temperatura ideal de fermentação, 10C e 12C, os fabricantes escavaram 1o hectares de túneis subterrâneos. Fantástico! Olhem no mapa como é gigante!

O método de produção original é mantido até os dias de hoje em uma pequena parte dessa área subterrânea são produzidos 300 litros, ou mais, de cerveja, que tem a sua qualidade comparada com o método automatizado.

E foi ali, na fonte, que bebemos a pilsen! Diretamente de um dos barris subterrâneos. Muito massa!!!

Alguns detalhes do lugar. Ao longo dos 10 hectares existe um córrego constante de água que servia para direcionar os antigos funcionários. O local foi feito com uma certa inclinação que faz com que a água fique sempre correndo na direção da entrada da fábrica. Além disso, fica frio pra caramba, que quando a profundidade não era suficiente para manter a temperatura eles enchiam uma grande sala com gelo.

Quando terminamos a visita pensamos em almoçar no restaurante maravilhoso que existe dentro da fábrica. Só que um grupo gigante de torcedores, somado a má vontade dos garçons impediu que isso acontecesse. Uma pena! O cardárpio era de dar água na boca!

E pior de tudo, acabamos almoçando no Mac na estrada, mas como tudo, isso tem um lado positivo, temos um bom motivo para passear por Plzen na nossa próxima ida à República Checa. Se tiverem oportunidade não deixem de passar em Plzen, o lugar é fantástico!

Ciao ciao, a presto!

sábado, 3 de julho de 2010

Praga - Parte 5

Depois da igreja visitamos o Old Royal Palace com suas salas gigantescas e tetos decorados. No teto estão registrados o brasão e o nome dos nobres que habitavam ou defendiam o castelo.
Das janelas do castelo percebemos o discreto início da primavera.
Na sequência visitamos a Basílica de São Jorge, inteiramente em arte barroca e com uma história bem interessante, que eu não lembro para contar. Fiz uma pesquisa rápida aqui no google mas não consegui muitos detalhes. Segundo o que eu lembro a igreja foi mantida e estendida por uma nobre em função da educação do seu filho, mas não consigo lembrar os detalhes. Lembro que gostei da história quando estava visitando o castelo.
Depois de descansar um pouco nos bancos da igreja, visitamos rapidamente a Pinoteca. Que teve suas obras diversas vezes roubadas e levadas para outros lugares. Uma confusão! A Pinoteca do castelo não tem nada demais, até porque eu não gosto desse tipo de arte escura e triste, com pessoas horrorosas retratadas. Não consigo apreciá-las.
Mas sou apaixonada pelas esculturas!!! Acho elas de uma perfeição sem tamanho!
Pela primeira vez visitamos a vila dos ourives do castelo, conhecida como Viela Dourada. Uma ruela cheia de casebres minúsculos, que na parte superior abriga um museu de armaduras e vestimentas medieveis, praticamente tudo aquilo que vemos nos filmes medievais. Não sei como os antigo cavalheiros conseguiam vestir esses trajes e ainda andar a cavalo. Tudo parece muito pesado e privado de movimento. Estranho!
As casinhas são originais do séc. XVI, parecem de boneca, minúsculas e irregulares.
Uma delas, mais precisamente a de número 22, é super famosa, pois foi onde o escritor Franz Kafka morou durante alguns anos.
Kafka é um dos maiores escritores de ficção da língua alemã. Lendo um pouco sobre sua vida descobri que o cara é meio pirado, o que era de se esperar pelas dimensões minúsculas da casa que habitou! Além disso, quando estava quase morrendo de tuberculose pediu que todas as suas obras literárias fossem queimadas.

Hoje a pequena casa dá espaço a uma livraria especializada nas obras do seu antigo dono. Saímos de lá com uma cópia de Carta ao Pai, a qual ainda não li.
Nesse mesmo corredor de casas é possível comprar ovos decorados. Ganhei um lindo! Segundo o povo da região os ovos simbolizam a vida! E acho que a minha anda meio complicado, estava tentando tirar uma foto para colocar no blog e acabei de quebra-lo :( Só para vcs terem uma idéia ele era assim.....

Por fim, chegamos na prisão do castelo, chamada Torre de Dalibor. Ali vimos os instrumentos usados para tortura e aprendemos um pouco sobre o seu primeiro e mais famoso prisioneiro. Conta a lenda, que esse cavaleiro pediu um violino para passar o tempo enquanto cumpria a pena até o dia da sua execução. A música do mesmo espalhava pelos arredores do castelo e atraia os morados, que ali se reuniam para escutar a sua música e em troca davam-lhe comida. No final, a execução do cavaleiro foi impedida em função do seu dom musical e a história virou uma ópera de Smetana.

No final da noite rumamos novamente para a Ponte Charlie, onde marcamos um jantar com alguns amigos.

A noite estava fria, mas linda. Fiquei satisfeita com as fotos do castelo e mais ainda de ver o Pedrinho! Lindo!!!!

ciao ciao