domingo, 29 de novembro de 2009

Berlin - Parte 7

Antes de chegar no tão desejado quarto de hotel, passamos pela Victória no meio do Tiergarden....
uma parada rápida no iluminadíssimo Portão de Brandenburg...
e depois de deixar as bikes recorremos a um chá das seis! hehehhehe Que de chá não teve nada, escolhemos capuccini :)
E pare encerrar a viagem, depois de decansados fomos até um belo restaurante local. Comida deliciosa! E só para variar o prato do Luiz estava mais gostoso que o meu! hehehe
Ahhh Fiquem atentos, tudo fecha às 23:00!!!!
No meio do jantar rolou até uma ligação para parabenizar o Diba e a Carol pelo recente matrimônio. Infelizmente morar longe tem dessas coisas, nem sempre podemos estar presentes.
Bom... acabei os posts sobre Berlin, mas ainda preciso voltar por lá, pois ficou faltando subir na torre da TV, tomar um café no restaurante giratório, e visitar os bunkers. Fora mais detalhes que ainda estão por ser descobertos! :)
Quem tiver a oportunidade não deixe de ir a Berlin!
Bacio!

Berlin - Parte 6

Como disse antes visitamos Berlin bem na época de comemoração dos 20 anos de queda do muro. Este ano a celebração foi marcada pela queda de 1000 peças de dominó. Cada peça do dominó foi decorada por um artista diferente.
Depois de ver o dominó pegamos nossas super bikes e fomos Berlin Mauer East Side Gallery. 1km do muro foi mantido juntamente com algumas pinturas originais refeitas de tempos em tempos. O lugar estava cheio de turistas.
Muitas pinturas datam de 1990.
A maioria das pinturas é de protesto, masAlgumas mais coloridas e alegres....Outras bem famosas, como esta do trabbie a do beijo entre o líder soviético Leonid Brezhnev e Erich Honecker feita pelo artista russo Dimitri Vrube.Foi estranho saber que as pessoas não respeitam as obras de arte impressas neste pequeno museu do muro. As pinturas estão em bom estado porque foram recuperadas há pouco tempo para a comemoração da queda. Tipicamente, encontram-se completamente riscadas! :S
Depois de ver o muro e comer um würstel com vin-brüle para espantar o frio rumamos para Kreuzberg, bairro um pouco particular devido ao grande número de imigrantes e artistas. O bairro não se parece muito com o resto de Berlin, pois é cheio de prédios mau cuidados.Na realidade acabamos fazendo uma loucura, pedalamos MUITO seguindo o rio até encontrar uma igreja em ruínas.A igreja chama-se Gedächtnik e costuma ocupar um quarteirão antes de ser quase totalmente destruída. Atualmente resta apenas umas das torres que ser como um pequeno museu, onde cartazes contam a história da destruição e reconstrução, bem como mostram algumas peças raras usadas pelo clérico.O antes.......Nosso dia não terminou por aqui, mas juro que só pensavamos em chegar no quarto quente do hotel e nos jogarmos na cama!
Baci

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Berlin - Parte 5

Acordamos cedinho no domingo e lá estavam elas à nossa espera, prontas para nos levar até o Reichstag (Parlamento). Foi uma pena que o dia não ajudou muito, pois estava COMPLETAMENTE nublado! Uma pena!Segundo a nossa fonte de informação, somente de manhã cedo não tem fila para conhecer o lugar. Mesmo madrugando não ficamos isentos esperar em uma pequena fila, mas nada comparado ao que vimos no dia anterior.Acho acordei cansada, pois esqueci de fotografar o prédio de frente, uma falha imperdoável! Ainda bem que nessas horas existe google image. O prédio é fantástico, e mais fantástico ainda é saber que ele foi completamente destruído e reconstruído respeitando a mesma faixada histórica original.
O Reichstag é aberto à visitação durante o ano inteiro e sem nenhum custo. A vista da cúpula superior envidraçada do prédio é incrível em um dia nublado, imaginem com o por do sol ou em um dia ensolarado.No interior da cúpula existe uma exposição contando a história do prédio durante a segunda guerra, bem como as decisões e manifestaçãos importantes que acorreram nesse período, bem como os passos da reconstrução do prédio. No interior também existe uma rampa que leva à parte mais alta da cúpula e durante o percurso é explicado os diferentes monumentos de Berlin, bem como os detalhes da estrutura do prédio.A cúpula é baseada em um projeto todo auto-sustentável e não poluente. A parte do eixo interior funciona com painéis solares, a água da chuva ajuda a manter a temperatura do lugar e essa "aba" que aparece na foto gira em torno do eixo para manter uma quantidade de brilho adequada dentro do ambiente. Agora não lembro de todos os detalhes técnicos que nos foi explicado, mas se alguém ficou curioso vale a pena conferir.
Como disse antes o prédio foi completamente destruído durante a segunda guerra.
E graças às mulheres a cidade foi limpa! Crianças iam as escolhas, a maioria dos homens estavam mortos ou feriados, então as mulheres foram as ruas! Incrível!Espero poder voltar em breve!
Bacio!

domingo, 22 de novembro de 2009

Berlin - Parte 4

Depois de conhecer um pouco da história do muro rumamos para a Topografia do Terror. Chegando lá descobrimos que o museu ainda está em construção, e deve ficar pronto no início do próximo ano. Seu objetivo maior será retratar os planos absurdos para exterminar os judeus feitos pela Secret State Police (SS). O museu será erguido no lugar do antigo prédio da Gestapo, onde os líderes se reuniam para por em execução seus planos desumanos.
No momento o que se vê por lá são poster contando o massacre e as humilhações dos Judeus. Tudo muito triste. Eu não sei até que ponto vale a pena erguer mais prédios e museus para contar os detalhes dessa tragédia. Acho que o povo alemão já sofreu tanto, que não existe a necessidade de relembrar isso em diversos pontos da cidade.Abaixo alguns prédios antigos, o Ministério das Finanças e um museu que não acho o nome :SDepois de tanta coisa triste e destruição, seguimos para a Postdam Platz, local de grandes centros comerciais e do Sony Center. No meio da praça tinha um imenso tobogã de neve, a criançada estava fazendo a festa!
Aqui achamos um pouco de vida e alegria. Um tiozinho tocando, música, pessoas sorrindo e um Mercantino di Natale. Já aproveitamos o clima para comer um delicioso pão com würstel, servido sem luvas e com a mão que recebe o dinheiro! É uma beleza este atendimento de primeiro mundo! hehehA desgraceira ainda continua! Bem no meio da parte reconstruída e moderna de Berlin os caras resolveram construir um monumento homenageando os judeus mortos. Até ai tudo muito bonito, só o monumento em si não tem nada de bonito, sendo uma área de 19 mil metros quadrados composta por 2711 blocos de concreto cinza. A obra foi idéia de um arquiteto norte americano chamado Peter Eisenaman.Pelo menos o lugar acaba sendo engraçado, pois quase todos os visitantes usam os blocos como esconderijo para brincar de esconde-esconde! hehehheUm amigo me contou uma história interessante sobre esse monumento. A tinta que reveste os blocos é feita com um material especial que permite a remoção de sujeira com facilidade Imaginem a conservação do lugar se o os blocos fossem brancos ou de uma cor mais clara, quase todo mundo sobe e pula de bloco em bloco. Depois de um processo de licitação, uma fábrica específica ganhou os direitos para manter a conservação e pintar os blocos, e claro que a quantia recebida pela firma deve ser bem boa. Só que só depois da assinatura do contrato e pintura dos blocos, as autoridades descobriram que fábrica de tintas vendia gás para os campos de concentração. Complicado!!!!
Aqui acabou minha bateria.... então mais fotos só no próximo dia.
Baci

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Berlin - Parte 3

Este post é dedicado ao Checkpoint Charlie um posto militar entre Berlin oriental e ocidental. O posto era o único local desse tipo que possibilitava a passagem dos aliados para o lado oriental. O local é um marco da guerra fria e, considerado por muitos, a porta da liberdade, já que inúmeras fugas foram executadas por esta passagem.
Começamos explorando o lugar lendo os diversos posters que contam a história da divisão de Berlin.Um dos marcos da história foi a Revolução de 1848. Neste período a URSS impediu o abastecimento por terra da cidade de Berlin, instaurando a crise total. Para contornar a situação os países aliados pagaram o preço alto de sustentar a cidade por vias aéreas. Nessa época a população ainda lotava as ruas como forma de protesto pela opressão.A opressão era gigante do lado soviético, por isso os habitantes de Berlin queriam passar a todo o custo para o lado aliado, ato que foi totalmente proibido em 1961. O que causou grande comoção em todo o mundo. Família, casais, e amigos foram separados. Não era possível nem mesmo cruzar o muro para uma simples visita. Pessoas que habitavam um dos lados e trabalham no outro perderam seus empregos.
Por toda a cidade ainda é possível ver as marcas do muro, pois nos locais onde ele passava foi deixado um rastro de pedras diferente do pavimento original, e de longe em longe, existem placas como a da foto abaixo.No dia 27 de outubro de 1961, 10 tanques soviéticos ficaram frente a frente com outros 10 tanques americanos, bem no meio da cidade. O clima era de tensão grande entre os EUA e a União Soviética. Ambas as forças esperam apenas uma ordem de comando para disparar.
O muro caiu em 1989 e a nossa visita foi exatamente nos dias de comemoração dos 20 anos da queda do muro.O posto original do Checkpoint Charlie foi substituído por uma réplica e o lugar era a grande atração, já que estávamos bem na semana de comemoração da queda do muro. O lugar estava um furdunço, e os dois homens com uniformes cobravam um euro pela foto. Uma mina de dinheiro!Para aproveitar o sol continuamos a nossa pedalada e deixamos a visita do museu do Checkpoint Charlie para fazer durante à noite. O lugar fica aberto até às 22:00. E vale a pena visitá-lo para conhecer as mais loucas estratégias de fuga usada pelos alemães, desde balões de ar, malas com fundos falsos, carros alterados, até uma catapulta que joga as pessoas por cima do muro. Uma doideira só. O museu no início parecia pequeno, mas no meio da visita eu já estava exausta de saber tantas coisas sobre a história triste do muro e de pedalar o dia inteiro, então só pensava em ir para casa. Mais informações sobre o museu podem ser vistas aqui.
Por aqui também estava estacionado o companheiro de viagem dos alemães: Trabant ou Trabi. Esses carros tinham uma carroceria de plástico, similar a fibra de vidro, porém mais barata. Os mesmos marcaram a Guerra fria e desapareceram com o seu fim, mas ainda hoje estima-se que existam 200 mil exemplares rodando por aí.Alguns deles estão em Berlin e podem ser alugados por turistas durante passeios diários. Outra opção, são os ônibus turísticos, bem chicosos que durante o trajeto conta a história de Berlin.Perto dos carros encontramos essa obra de arte, que não tinha nada por perto explicando o seu significado. E para falar a verdade, acho que ela não combina nada com a arquitetura das antigas casas ao seu redor.Mais tarde tento contar mais um pouco da viagem, já que a minha memória está me traindo e eu não estou lembrando facilmente dos detalhes! :)
Baci

domingo, 15 de novembro de 2009

Berlin - Parte 2

Depois de muito bem alimentados, estudamos o mapa e definimos o nosso percurso. Começamos pela Unter den Linden conhecida pelos prédios históricos construídos depois da guerra. Nossa primeira parada foi a Ilha dos Museus, onde encontramos a Catedral da Berlin (Berliner Dom) e o Museu de História Alemão.O objetivo era visitar o interior do Dom quando não tivesse mais sol na rua, só que acabamos fazendo tanta coisa e o tempo foi tão curto que não conseguimos visitá-lo por dentro. Uma boa pedida para uma próxima visita, já que o interior é lindo, olhem aqui.Seguindo pela mesma rua, encontramos a Humboldt University, onde eu me apaixonei pela árvore amarela do pátio de entrada. Maravilhosa! O céu estava muito azul, então as fotos ficaram ótimas!Continuamos pela mesma rua até entrar na FriedrichStrass. Uma rua cheia de prédios comerciais em ambos os lados. Nosso objetivo era percorre-la até encontrar o Checkpoint Charlie. Como a história do mesmo é imensa e interessante foi dedicar o próximo post para contar um pouco dela.Já adianto que na esquina do Checkpoint Charlie está localizada uma magnifica cafeteria chamada Einstein Kaffee. Fiquei sabendo dela por intermédio de um post dos Destemperados.
O lugar é um charme todo bem decorado, não pude tirar mais fotos porque estava meio lotado. Ahhhh...na mesa ao lado encontramos alguns brasileiros.
Como fazia pouco tempo pedimos apenas um capuccino e um moca, ambos deliciosos. Escolhemos uma mesa voltada para rua, então pudemos ficar apreciando a movimentação do chechpoint.Depois de um final de semana assim fica complicado ter vontade de estudar, e passar o final de semana trancada no quarto lendo papers e escrevendo deliverables. Por isso, se tiverem pílulas de concentração, como diz a Ângela, me mandem, pois estou precisando! heheheheh
Baci

sábado, 14 de novembro de 2009

Berlin - Parte 1

Berlin é a capital e segunda cidade mais populosa da Alemanha. Durante IIWW Berlin teve a maioria seus prédios completamente destruídos, tanto que o centro da cidade foi praticamente todo reconstruído. Após a segunda guerra, Berlin foi dividi em Berlin Oriental (República Federal da Alemanha - Russos) e Ocidental (Republica Democrática Alemã - Aliados) (1961-1989).Mesmo com o fim da IIWW, Berlin continuo sendo vítima da guerra de poder e interesses Berlin entre os aliados (EUA, Inglaterra e França) e os Soviéticos. Entre 1948-1949 a URSS proibiu o abastecimento dos aliados por vias terrestres. Dessa forma, os alimentos, remédios e bens de consumos só podiam ser enviados por meio aéreo, o que exigiu uma mega investimento por parte dos aliados. A demais, nos anos seguintes os protestos era imensos e o número de fugas também. Pois os alemães queriam viver no lado democrático. No início a divisão era feita por arames farpados. Em 1961, a divisão foi marcada pela contrução do Muro de Berlin com 105km e a proibição da saída dos alemães do lado soviético para o aliado. A partir deste momentos os moradores fo lado oriental foram proibidos pelos comunistar de cruzar o fronteira do muro, o que deixou milhares de parentes, amigos e familiares separados. Quem tentava atravessar o muro era imediatamente morto pelos comunistas. Nos anos seguintes a lei foi amenizada e a visita aos parentes foi permitida. Mas o fim dessa opressão se deu em 1989 com a queda do muro.
Sem querer nós estávamos em Berlin bem na época de comemoração da queda do muro. Mesmo com toda esse passado triste a capital é encantadora. Nosso primeiro dia foi super ensolarado e completamente aproveitado, saímos bem cedo da cama 5:00 no Brasil.
Nosso primeiro destino foi Alexandez Platz, onde fica localizada a Torre da TV com 386m e considerada a segunda mais alta construção construção alemã.
Para facilitar o nosso deslocamento alugamos bikes todos os dias, super confortável e rápido o problema foi a friaca, no final dos dias meus dedos ficavam congelados. Final dos dias não, depois das 4 da tarde, quando o sol ia embora e a cidade começava a escurecer.
O outono é lindo!!! Na foto abaixo Marien Kirche.
Netuno de Berlin, acho que ele fugiu de Trento! hheheheRotes Rathaus ou Red Town Hall abriga o senado de Berlin. O mesmo também foi destruído por ataques aéreos e reconstruídos após a guerra.
A cidade estava todo em tons pastel e com um céu muito azul!Para o café da manhã escolhemos um lugar próximo à torre, cheio de coisas deliciosas e diferentes para comer. Impossível fazer dieta durante essas viagens.Bom por hoje basta, estou atolada de trabalhos para terminar no final de semana. O que me consola, um pouco, é o dia cinzento e frio lá fora.
Baci